sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Adoração não é brincadeira.

Ontem, durante a mesa redonda da 27ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes, ouvi uma frase do Dr. Heber Campos que mexeu comigo. Ao dissertar sobre a glória de Deus, Heber afirmou de forma extremamente emocionada que adoração não é brincadeira e que os homens prestarão contas ao Senhor por aquilo que tem feito dela.

Pois é, à luz dessa afirmação fico pensando sobre aquilo que parte dos evangélicos tem chamado de adoração. Infelizmente em nome de uma espiritualidade equivocada, pastores e cantores estão brincando com a glória de Deus entando cânticos cujo objetivo final visam a satisfação humana. Há pouco ouvi uma destas canções cujo "espírito da música" era ordenar que Deus os abençoasse poderosamente dando-lhes bens, propriedades e riquezas.

Caro leitor,  por favor, pare, pense e reflita nas letras das músicas que são tocadas nos cultos evangélicos. Sinceramente algumas delas são absurdamente ridículas, além obviamente de um mal gosto musical que denota a incompetência dos compositores. Se não bastasse isso, os princípios teológicos disseminados nestas canções são destruidores.

Sinceramente fico a pensar por que os músicos de nossas comunidades evangélicas não submetem suas "poesias" a pessoas qualificadas para que à luz das Escrituras avalie o conteúdo de suas canções. 

Outro dia tomei conhecimento de uma versão evangélica da música "Bonde do Tigrão" intitulada “Bonde do Ungidão”. Tal canção baseia-se no funk e numa de suas famosas músicas muito tocada neste país há alguns anos passados, senão vejamos:

Quer mudar, quer mudar
Ungidão vai te ensinar
Eu vou passar óleo na mão
Vou sim meu irmão Vou ungi você varão
Vou sim, vou sim
Orando de hora em hora
Vou sim ,vou sim
Conquistar sua vitória
Agora, agora Eu vou passar óleo na mão
Vou mostrar que o ungidão
O senhor é Jesus Cristo
Então desperta, desperta
E o Bonde do Ungidão
Segure a Bíblia e levante a mão
É o bonde do ungidão
Quer mudar quer mudar
Ungidão vai te ensinar
Só as varoas / hú,hú,hú,hú,hú
Abençoadas / hú,hú,hú,hú,hú,hú
Varões de guerra / hú,hú,hú,hú,hú,hú
A igreja toda / hú,hú,hú,hú,hú,hú

Pois é, esse povo está brincando com coisa séria. Estão brincando com a glória de Deus! Quão temível é isso!
Caro leitor, infelizmente em nome de uma pseudo-espiritualidade circence, ligamos o nosso achômetro na tomada da sintologia esquecendo de fazer da Palavra de Deus referência para as nossas vidas. Mais do que nunca torna-se necessário que redescubramos a importância e a centralidade da Palavra de Deus. Em tempos como este é mister que sejamos como os de Bérea, ou seja, fazendo da Palavra de Deus a bússola que norteia os nossos passos e caminhos. 

Confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica. Chego a conclusão de que mais do que nunca a igreja brasileira precisa URGENTEMENTE de uma nova reforma. Como costumava dizer o reformador João Calvino o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.
Pense nisso! 


Texto de Renato Vargens

2 comentários:

Fogo para Missões disse...

Gostaria primeiro de "dizer" que estamos felizes por estar nos seguindo no Twitter, onde esperamos ser benção sobre sua vida.

Quanto ao texto publicado, este assunto é realmente muito sério, como são eternamente sérios tantas outros assuntos pouco abordados em muitas das igrejas evangélicas, e não apenas no Brasil.

Creio que há liberdade no Espírito, e que as pessoas podem e devem celebrar ao SENHOR com as características de sua "tribo", grupo social ou cultural, mas a Palavra deve ser o prumo destas ações, deve haver ordem, seriedade e maturidade até mesmo para que não hajam escândalos, dos de dentro e dos de fora.

Muitos pensam que, com tais "adaptações musicais" estão usando estratégias para ganhar almas, mas as perdas podem não compensar o ganho, e muitas vezes não leva mudança de mente aos ouvintes, criando uma geração de "crentes" pouco admoestáveis, que andam muito próximo da velha vida.

Quando nós, do FpM por exemplo, falamos em AVIVAMENTO alguns pensam que estamos nos referindo à experiências com arrepios e sensações que logo passam, obrigando muitos a viver de evento em evento.

Quando nos referimos ao avivamento pelo qual buscamos, na verdade estamos orando por um despertar para a santidade, com disposição e ousadia no SENHOR.

Continuaremos orando até que Ele venha.

Edinelson F. Lopes
Ministério Fogo para Missões
Um clamor incessante pelo avivamento missionário!
websiteBlogFpM@FogoparaMissoes

W. Cris ") disse...

Funk não e ruim..O problema é vamos dizer a falta de respeitoo,,sei lá até concordo ficou meio abusivo esse funk

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